Quando as pessoas - sempre as mesmas - conhecendo os meus hábitos noctívagos, têm na sua rotina o gosto de, religiosamente, todos os dias, virem meter conversa no chat. Preferencialmente a partir da 1 da madrugada. Para falar sobre...nada.
- Oi
(fingir de morta)
- Oi
(eu não estou aqui)
Passada meia hora...
- Estás?
Ok, não há desistência. Não gosto de ser indelicada e respondo.
Ok, não há desistência. Não gosto de ser indelicada e respondo.
Segue-se um chorrilho de "sim", "não", "o que é que fizeste no fim de semana", "correu bem o dia", "lol", ":)", ":P"......Shoot me now!
Dizer que vou dormir ou que estou ocupada é inútil. Há sempre mais alguma coisa que se lembram de dizer (nomeadamente que já devia estar a dormir àquelas horas - poupem-me) até ao derradeiro "Estás a dormir?".
Dizer que vou dormir ou que estou ocupada é inútil. Há sempre mais alguma coisa que se lembram de dizer (nomeadamente que já devia estar a dormir àquelas horas - poupem-me) até ao derradeiro "Estás a dormir?".
A vida é demasiado curta - bem como a paciência - para gastarmos com diálogos ocos, relatos em listagem, respostas monossilábicas, cedências pouco prazerosas, palavras vazias. Não gosto de perder tempo com o que não me interessa.
A partir da 1 da manhã, só há uma pessoa com quem eu quero conversar: eu mesma. E em silêncio.
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