segunda-feira, 29 de junho de 2015

O meu corpo confunde-me quando...

...tenho uma quebra de tensão a meio da tarde, numa altura em que a minha tensão por aqui está em níveis próximos da explosão.
Depois de muitos abanicos de folha, de muitos "Sente-se lá aqui", "Não, aqui, aqui é melhor", "Baixe a cabeça/ levante a cabeça/ não, não, deite a cabeça para trás", "Beba um café/ uma água fresca/ coma um bolo/ coma um chocolate" ...Estou melhor.

Vazio que pesa

Os meus pensamentos fazem eco dentro de mim. Sinto-me vazia.
Fiz o que achei ser o certo, mas não é por isso que dói menos. Por mais que tente, neste momento, encontrar o conforto da Razão, o ânimo do Futuro, acabo invariavelmente por esbarrar no grande muro do sentimento de fracasso.
Por mais que procure encontrar o conforto emocional de que "tentámos", concluo apenas que tentámos tentar...e isso foi muito pouco para sermos felizes, ainda que tenhamos tido momentos de felicidade. Eu tive.
Mas "ter" e "ser" são diferentes e nós merecemos mais...tão mais.
Se calhar nenhum de nós podia ter feito diferente, ou melhor. Sei que um dia faremos, mas hoje, preciso de chorar a tristeza de que é muito provável que não conseguiremos isso juntos.

Já sinto saudades daquele abraço...

sexta-feira, 26 de junho de 2015

Princípios básicos

"O primeiro dever da inteligência é desconfiar dela mesma"
Cumpro-o todos os dias, quando acho que estou a perceber tudo o que estou a ler.
Se parece fácil, é porque é capaz de não ser bem assim...

terça-feira, 23 de junho de 2015

Prazeres

O único dia do ano em que eu vou ao multibanco, coloco o pequeno cartão na máquina, fecho os olhos e sorrio, pensando que bem podia habituar-me a isto facilmente...
Benvindo, subsídio de férias, que me relembras todos os anos que encaixar 9 centímetros pode ser sinónimo de puro prazer.
Há um ano cruzámo-nos.
Continuas aqui. Mas só queria ter-te de volta...

quinta-feira, 18 de junho de 2015

Sem minuto de descanso

O único momento de prazer da tarde arruinado por um mega cabelo branco, enfiado dentro do pão com chouriço que eu, especificamente, tinha saído para comprar.

Prazer seguido de nojo. A mesma tendência masoquista que me faz ver filmes de terror até ao fim ou ler coisas que me irritam, levou-me a ter de puxar o dito cujo, só para comprovar os 10 centímetros de badalhoquice.
Em seguida, arrepio, lixo.

terça-feira, 16 de junho de 2015

Interpretando sonhos

Em conversa no Whatsapp:
Eu – Bem, hoje sonhei uma coisa super estúpida. Sonhei que me tinha casado com um tipo, e que tínhamos combinado que ele fingia morrer para eu ficar com dinheiro do seguro. Ridículo.
I – Isso quer dizer que queres casar!
Eu – Acho que quer dizer que preciso de dinheiro…só não era necessário casar nem matar ninguém.
H - Eu sonhei com a tesão.
H - *tese
I – O corrector ortográfico lê-te os desejos, mas não as preocupações.
H – Não vejo a hora de me livrar disto.
L - Sonhei que estava num gangbang com aqueles meus amigos gregos, lembram-se deles?Acho que estou preocupada com a Grécia.
(…)
Destas conversas nunca sai nada de útil, já se sabe.

segunda-feira, 8 de junho de 2015

Estar badalhoca de tão limpinha

Parece uma contradição, mas não é. Aconteceu-me hoje.
Isto de uma pessoa acordar e andar à pressa para ver se não chega tarde ao trabalho conduz-nos a alguns excessos, que não apenas os de velocidade ao volante.
Depois de vestida e toda arrumadinha, a brutalidade imprimida na escovagem dos dentes fez com que, inadvertidamente, saltasse pasta de dentes por todo o lado, a qual se alojou em sítios escondidos que tenho vindo a descobrir ao longo do dia, nas situações mais embaraçosas:

1º - Reunião de manhã com a chefe - "Que é isso branco que tem no ombro?"
2º - Enquanto tiro umas fotocópias, reparo "Eish, até tenho pasta no pulso...!"
3º - Enquanto falo com uma colega: "Ai, espere lá, deixe-me tirar, tem aqui uma pintinha branca ao pé do olho..."

Fui a correr à casa de banho, inspecionei tudo, limpei os vestígios do desastre e voltei às lides, segura de mim.
Agora, enquanto mexia no cabelo, acabei de dar com uma madeixa colada com pasta de dentes. Socorro, que é isto, o que é que eu fiz, parece uma praga!
Por este andar, até tenho pânico de tirar as calças...eu sei lá o que vou encontrar onde a luz não toca, mas a pasta de dentes não perdoa...
Já espero tudo.

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Sinto-me excêntrica

O que vou fazer com os 100.000.000 de euros que vou ganhar no Euromilhões, com os 2 euros que joguei, estão a tirar-me a concentração e a produtividade.

#fé
#nãoprecisodetrabalharvouserrica

O amor acontece sem esforço...



















...quando existe.

quinta-feira, 4 de junho de 2015

Esqueci-me de assinalar que hoje foi o...

Terceiro Bom dia :)

Estou cá desconfiada que em breve há de haver um dia que não vai ser bom. E não é para mim.

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Estou verde

Geralmente vejo o pessoal a fazer gracinhas com o entrar no elevador e o vizinho, que acabou de sair, deixar atrás de si todo um ambiente perfumado com o histórico do almoço de Cozido à Portuguesa.
Mas...e entrar no elevador com o chão cheio de cocó de cão pisado? Hum?

Melhor ainda.
Tudo o que eu vinha a fantasiar no caminho, para abrir o apetite do jantar.

E se deixasses de ser parva?

Eu nunca aprendo.
Mesmo os que me conhecem (não falo dos que não me conhecem porque esses, enfim, nunca sabem do que falam) adoram desenrolar teorias sobre eu ser, para os outros, uma pessoa fria, distante, insensível e essas coisas todas que constroem um "boneco" com o qual se brinca, mas que não corresponde à realidade. Ou, pelo menos, não totalmente.
É verdade que crio uma barreira entre mim e os outros, de forma a não dar muita confiança, sem com isso - julgo eu, ou tento - deixar de ser agradável, comunicativa e educada. Mas depois, quando falamos de coisas sérias, pimbas, lá estou eu caída, sem conseguir ser indiferente.
Como já tive oportunidade de escrever, há uns dias fui contactada por mensagem por alguém que dizia não estar bem.
Não obstante não saber quem é essa pessoa, não consegui ignorar e respondi, tentando dar uma palavra amiga vinda de quem não é, sequer, conhecida.
Tal não foi bastante para me tranquilizar. No dia seguinte consumi-me com aquilo, pensei como estaria a pessoa, "Será que contacto? Será que não?".
Contactei.
Cheia de cautelas no sentido de não demonstrar se era homem ou mulher (nunca se sabe, há malucos para tudo e eu há uns anos já tive a minha dose), lá perguntei se estava melhor, mais animado.
Respondeu que não, falou um pouco mais da sua situação (em grande parte, tinha a ver com a falta de trabalho e as poucas perspectivas que tem) e eu, mais uma vez, respondi a tranquilizar e a deixar algumas alternativas possíveis, caso ele ainda não as tivesse equacionado.
Tive vontade de acrescentar que, se começasse a escrever melhor, talvez aumentasse as hipóteses de sucesso. Não tive coragem (olha a boazinha!). É que aquele discurso confuso, cheio de erros ortográficos, era o espelho do caos daquela cabeça, do desespero, e isso não pode levar ninguém a bom porto...
Espantou-me saber que tem mais um ano que eu, dois cursos superiores e que deu aulas durante 3 anos em Lisboa. Deu aulas, senhores....com aqueles erros! Medo.
Já estava mais tranquila, com sentimento de que tinha feito tudo ao meu alcance quando ele começa a querer saber de mim. Que falasse de mim, o que fazia, o meu nome...Mau. Travão. Amiguinha, mas não tanto.
Respondi que queria manter a discrição e que, por mim, acho que não tinha mais como ajudar.
- Claro, entendo, peco dcp.
Na manhã seguinte, Bom dia.
Não obteve resposta.
Hoje, Bom dia :)
Oh c'um c.....agora já começa a ser inconveniente - pensei. Em alternativa ao ficar calada e ser, eventualmente, entupida de "bons dias" até o fim do mês, respondi a dizer que não via o propósito daquilo e que, para mim, o diálogo estava encerrado. Desejei sorte e terminei com "cumprimentos".
- Concerteza (Ouch. Espetadela final com a farpa ortográfica).
Espero que tenha sido o último contacto. Já não sei se é solidão, desespero ou truque, mas uma pessoa dá um dedo e querem logo o braço todo. O melhor mesmo é agarrar-me agora ao meu "boneco" e deixar de ser parva.

terça-feira, 2 de junho de 2015

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Desespero

Ontem, de madrugada, recebi uma mensagem de um número desconhecido.
Era alguém que, depois de me fazer um relato enorme sobre o caos em que vive, dizia estar em desespero e que sentia o tempo a acabar...Fiquei alarmada, intrigada. Primeiro porque podia ser alguém que eu conhecesse, mas não sabia quem era (mudei de telemóvel, poderei ter perdido números), depois porque não sabia como ajudar face a tamanho desalento.
Perguntei quem era.
Respondeu que que era alguém que não me conhecia e que eu não conhecia. Que havia mandado uma mensagem para um número ao calhas, pois precisava de desabafar com alguém.
Respondi, tentando dar força e uma perspetiva mais positiva da vida...olha quem!
Agradeceu e desejou-me felicidades.
Foi uma situação estranha. Não sei se ajudei pois todas as palavras parecem um pouco vazias em situações destas. Mas perturbou-me. O que se passou é um espelho da situação caótica e desmoralizada em que este país se encontra e do quão sozinhas muitas pessoas se sentem, ao ponto de recorrerem à sorte de um desconhecido lhes poder responder. Se calhar a única sorte que sentem que lhes resta.
Dou comigo a pensar como estará. Espero que melhor.