Nas redes sociais as pessoas cultivam o hábito de partilharem os "estudos" que mais lhes convêm - geralmente para enaltecer que aquele defeito, que toda a gente sempre apontou como sendo péssimo é, afinal, uma virtude que os distingue dos demais.
Ainda há coisa de um mês, por exemplo, a minha página foi invadida pela notícia desta descoberta magnífica: quem não gosta de ouvir a mastigação alheia, é mais inteligente. Logo em seguida, saiu um estudo que conclui que as pessoas com rabo grande também são mais inteligentes (embora eu ache sempre um pouco perigoso querer associar o cérebro ao cú, mas enfim).
Adiante. Foi assim que metade do Facebook descobriu que é um génio, só e apenas porque detesta ouvir os outros mastigarem - o que, logo ali, salvou da escuridão eterna muitos QI abaixo de 20. Esperem até descobrirem que são os novos Einsteins só porque odeiam flatulência alheia.
Ah! Mas eu ainda sou melhor, porque segundo os últimos os estudos que li:
- Sou um génio porque odeio os barulhos da mastigação (sim, eu também!);
- Sou mais inteligente porque durmo pouco;
- Sou mais inteligente porque tenho mau feitio;...
- Sou mais inteligente porque ando sempre preocupada e stressadinha (adorei este estudo);
- Sou mais inteligente porque me deito tarde;
- Sou a mais bonita porque sou a irmã mais nova;
- Vou viver mais que os outros porque tenho mau feitio;
- Tenho mais orgasmos porque sou baixinha;
- Sou bem capaz de viver para além dos 95 anos porque não vou ter filhos até os 33;
(...)
- Sou mais inteligente porque ando sempre preocupada e stressadinha (adorei este estudo);
- Sou mais inteligente porque me deito tarde;
- Sou a mais bonita porque sou a irmã mais nova;
- Vou viver mais que os outros porque tenho mau feitio;
- Tenho mais orgasmos porque sou baixinha;
- Sou bem capaz de viver para além dos 95 anos porque não vou ter filhos até os 33;
(...)
Meu Deus. Só agora é que reparei. Ando perto da perfeição!
Bem, se fosse um pouco mais baixinha, se calhar era ainda mais feliz....
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