Há uns tempos trouxe trabalho para casa.
Ao invés de me sentar, pus em prática a arte de procrastinar e fui fazer arrumações ao armário (só em situações destas me dão tais "vontades").
Ironia do destino, encontrei um bilhete escrito pelo meu pai, em Setembro de 2005, aquando de um feliz e meloso começo de namoro.
O meu pai, como bom advogado que é, deixara-me este bilhete em cima de um livro - ainda em branco, bem estudado, portanto - que eu havia deixado aberto em cima da secretária. Não me ligou, não tentou saber onde estava, não falou comigo. Fez um requerimento.
Ironia do destino, encontrei um bilhete escrito pelo meu pai, em Setembro de 2005, aquando de um feliz e meloso começo de namoro.
O meu pai, como bom advogado que é, deixara-me este bilhete em cima de um livro - ainda em branco, bem estudado, portanto - que eu havia deixado aberto em cima da secretária. Não me ligou, não tentou saber onde estava, não falou comigo. Fez um requerimento.
Atente-se na bela da folhinha timbrada do escritório, para conferir mais solenidade à coisa.
Quem conhece o meu pai, sabe que ele impõe respeito.O meio utilizado, o tom de raspanete... estremeci no momento (efeitos da culpa de ter chegado às tantas da manhã e ter um exame nessa semana), mas nem por isso segui o conselho. Tirei 14, ainda me lembro.
Quem conhece o meu pai, sabe que ele impõe respeito.O meio utilizado, o tom de raspanete... estremeci no momento (efeitos da culpa de ter chegado às tantas da manhã e ter um exame nessa semana), mas nem por isso segui o conselho. Tirei 14, ainda me lembro.
Dez anos mais tarde, dou de caras com isto outra vez. Mudei bastante, pese embora por vezes ainda sinta a necessidade de me furtar a responsabilidades.
Dez anos mais tarde, os conselhos do meu pai continuam a fazer todo o sentido. Não apenas para o trabalho, mas para a Vida:
Dez anos mais tarde, os conselhos do meu pai continuam a fazer todo o sentido. Não apenas para o trabalho, mas para a Vida:
Não deixes espaço para desculpas do azar.

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